Pelo mar indócil
Sob incerta luz
Neste redemoinho
Um clarão me conduz

Chega-me uma mensagem
Que não consigo interpretar
Ela singrou o mar da vida
Até vir me tocar

Mas preciso inspirar
Para a tormenta sossegar
E só então aquela mensagem
Conseguirei decifrar

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Siga o caminho em silêncio
E com ternura
Atento apenas à doçura
Da vida, rumo à paz
À alegria simples, pura
E nada mais

Vivencie o dia-a-dia
Na tranquilidade que acolhe
Que surpreende, faz sorrir
E que, cultivada, jamais morre

 

Todo dia vejo o sol, soberano
Na minha janela, brilhando
Parece até que ele me chama
Então, logo salto da cama

Lá bem longe, no pasto,
Vejo o beija-flor em seu repasto
E na cozinha, meu bolo predileto
Com queijo, pão e café preto

Então, saio correndo sem parar
Para em meu cavalo branco montar
Subimos, descemos e galopamos
Por trilhas novas sempre vamos

Paramos ao pé duma cachoeira
Para um banho, mas não sem brincadeira
Deito nas pedras e miro o céu profundo
E, qual pássaro, alço voo sobre o mundo

 

Jantar na mesa
Conversa gostosa
Olho no olho
Paixão saborosa

O amor em nós
Dá sabor, dá o tom
Da canção que dançamos
Bem juntos, como é bom

Nossa união é força
Contra o falso e o feio
Que estão lá fora
Enquanto aqui só há
O verdadeiro

 

Deixo a sonata tocar
Recebo as lembranças que vêm
E fico aqui, a pensar
Em como você me faz bem

 

 

Mãe é quem acolhe
E está sempre por perto
E é quem sente a solidão
E quem perdoa com afeto

Mãe mostra os caminhos
E nos insufla energia
É fonte de carinho e conselhos
De disposição e alegria

Também de amor eterno
Para a nossa vida engrandecer
É quem, na noite mais fria,
Sempre vem nos aquecer

 

 

Não quero ser vento ao passar
Busco nesse caminhar
Sem me cansar
De encontro em encontro
Um pouco do meu ser
Não quero ser sombra
Mas em cada olhar
Quero ter um motivo
Uma certeza de que
Passei pela história
E que valeu a pena amar