Na calma em que me encontro
Uma paz profunda veio me tocar
O lume vem de dentro
Uma criança em minha alma
Veio acordar
Respiro imaculada emanação
Com vontade de tudo
Poder recriar, inventar…
Há um desejo enorme
De ao melhor, com candura
Sujeitar-me

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Corpo e mente
Minha essência
É parte do todo
Começo e fim
Tenho este instante
De sensações, ilusões
Surpresas por virem
Transformações…
Solidão, estou aqui
Nada além
Sendo assim
Em mim

 

Perdida nas letras
Não alcanço as palavras
Nas linhas confusas
Não vejo nada
Tudo se mistura
Não entendo como
Fecho e me limito
Me distraio e me perco
No infinito

 

Tempo que não esperei
Palavras que não desejei
Engano que não escolhi
Lugar a que não quis ir
Pessoas que não conheci
Comida que não saboreei
Bebida que não degustei
Lição que não aprendi
Paisagem que não vi
Medo que não senti
Sonhos que não tive
Tudo isso faz parte
De estar aqui, viva!,
Na vida que escolhi.

 

São casas pequenas
De portas abertas
E jardins tão verdes
Caminhos de pedras
De cores diversas
Encantos de flores
Cercas tão baixas
Lareiras, ardores
Um riacho ao longe
Aconchego que espera
E habita essa casa
Canto de silêncio
Que acalma e afaga
E assim componho
O meu sonhado vilarejo

 

Vou subir as montanhas
Invadir seus sonhos
Dançar nas nuvens
Fazer belo o medonho

Vou seguir pelo mundo
E com minhas mãos gentis
Buscar seu amor
Nos instantes febris