De múltiplas cores
É feita a vida
Fortes, claras, matizadas…
Naturais, tons pastel
Não preciso escolher
A mais formosa…
Todas possuem seu encanto
Aprendo a viver com todas elas
Sem medo
Não me sufocam
São plenas, nobres
Como se deseja
A aquarela precisa

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Raios de sol atravessam a cortina
Levanto-me mais cedo
Um doce e forte café está na mesa
Vou até a janela
O tempo vem me alegrar
No mar, uma mistura de cores
Sem ondas, sem algas
O meu corpo precisa mergulhar
E a pureza encontrar
A água quente e límpida
Vem para me despertar

 

Dentro de cada coração
Existe uma branda, tácita emoção…
Esconde em si a insegurança…
Habita um nome, um número
Uma rua da infância
E há, por certo, um vazio
Em objetos imensos
Como uma casa
Pessoas, muitas com fraquezas
Pedaços a se recompor
Mas o desejo da felicidade
Vem desvendar uma festa na morada
Que só sabe amar

Pintura

 

Sua arte
É a imagem da leveza
Na ousadia dos movimentos
Cores pastel, corretas,
São fontes de sua existência.
Desenhe seus sentimentos
Neste quadro da vida
Que é a expressão
Simples da alma

 

Anjos bons essa noite vieram me tocar
Em meus sonhos, uma energia de luz
No meu corpo senti roçar
Mas algo foi além
Palavras suaves, em meus ouvidos
Vieram sussurrar:
– Levante-se, passeie pelo mundo
Tal qual o vento
Esse brilho, aos outros, vá levar
Não guarde para si
O que de melhor lhe dei
Exploda, dê o seu carinho a todos
Não tenha medo de se magoar

 

 

Natureza radiante
Mata verde, azul celeste
Quantos coqueiros altos há
Na pureza das águas
Vim mergulhar
Se a paz existe nesse lugar
Pude tudo sentir e encontrar
Parei, assim, para meditar
E em nada mais quis pensar
Apenas ar límpido para respirar