Com estes ingredientes

Uma receita vou inventar

Mas que desafio é misturar

Temperos tão diferentes

Sem medo de aproximar

O salgado e o doce também

Que se gostam, dão-se bem

Se combinados com vagar

Pouco depois de tirar do forno

Ao visual vou me dedicar

Com carinho, para fazer salivar

Até os que só dizem: “não como!”

Quem olhar para o prato pronto

Logo vai querer experimentar

Mas, que pena, não poderá!

Porque este aqui já tem dono

Pelo olhar e pelo sorriso vou saber

Do delicioso prazer e da emoção

Que é preparar uma refeição

Com todo o amor para você.

Pela estrada

Nessa ronda

Cortando caminho

Nao me sinto sozinha

Com o vento

Com a chuva

Com o sol

Sao infinitas as companhias

À noite e de dia

Só a natureza me guia

Ultrapassa ciladas

Pessoas diferentes

Encontro nesse caminho

Que o suavizam

E me fazem companhia

E assim, sinto a paz

Da natureza que me chama

Me sinto plena

Por onde passo

Me completo

Embora deixe um pedaço

E quando o destino chegar

Talvez com tudo que juntar

Serei inteirinha

Meu barco ancora

Nesta ilha

Sem história

Vejo o que nela há

O tudo que se aflora

O repentino por do sol

Que a vida restaura

Reluz oceano afora

Enquanto cresce no peito

Uma certa saudade

Daquilo que não mais terei

Mas que me ensinou

Tudo que agora sei

Tudo o que o coração ensina

Está aqui por inteiro

Renasce a cada dia

E é puro como a criança

Deixa claro que viver

Pode ser tempestade ou bonança

Velas ao mar

De sonho e descanso

Do céu vem o silêncio

Que jamais alcanço

Mas uma paz imensa

Desce, me consola

E se torna meu remanso

Se questões acumulas em teu ser

Não te desesperes nem tente entender

A vida vai mostrar, o que tiver que ser, será

Angústia e ansiedade afastam a cura

Nada de raiva, esta temível clausura

Que só sufoca o coração

Siga o caminho em silêncio e com ternura

Atento apenas à doçura

Da vida, rumo à paz e nada mais

Frua o dia-a-dia

Na tranquilidade que acolhe

Que surpreende e faz sorrir

Meu barco ancora

Nesta ilha

Sem história

Vejo o que nela há

O tudo que se aflora

O repentino por do sol

Que a vida restaura

Reluz oceano afora

Enquanto cresce no peito

Uma certa saudade

Daquilo que não mais terei

Mas que me ensinou

Tudo que agora sei

Meu barco ancora

Nesta ilha

Sem história

Vejo o que nela há

O tudo que se aflora

O repentino por do sol

Que a vida restaura

Reluz oceano afora

Enquanto cresce no peito

Uma certa saudade

Daquilo que não mais terei

Mas que me ensinou

Tudo que agora sei

Brilha do alto

Aquela luz boa

Que o mar acolhe

E devolve

A luz que se espalha

Pelo campo…

Pela serra…

Pela estrada…

E pelos pastos…

Tudo se agiganta

A gente se encanta

Na esperança

Carregada no olhar

Que nunca se cansa

Padrões do passado

Reflexos de medo

Um fardo pesado

Aperta-me o peito

Mas não vou sucumbir

Vou levantar-me com a aurora

As dores terão fim

As mágoas vão embora

Pois busco flexibilidade

Na minha mobilidade

Para assim transformar

O presente em felicidade